Em 2014 o ICMBio trouxe para Jericoacoara uma proposta pronta de concessão, construída nos gabinetes de Brasília sem nenhuma consulta à população local.

Ao fazer uma apresentação da proposta em auditório porque a lei exigia a participação popular, a proposta foi prontamente rechaçada, porque ficou claro que o projeto descaracterizava Jericoacoara com diversas construções no parque nacional.

Dez anos depois o ICMBio voltou ao tema desta vez prometendo construir a proposta de forma participativa.

Realizou diversas reuniões explicativas e para colher sugestões e posições da comunidade local. Fez a população acreditar que a proposta levaria em consideração a sua participação, e que a concessão preservaria as características de Jericoacoara e teria como prioridade a preservação do meio ambiente. Assim o ICMBio conquistou o apoio da população para a nova proposta de concessão.

Jericoacoara traída:

O conteúdo do edital e demais documentos contratuais elaborados após as reuniões com a população são completamente destoantes daquilo que foi discutido com a comunidade.

A proposta levada a leilão é extremamente prejudicial para Jericoacoara e para o meio ambiente, e tem como único norte o máximo de lucro para a concessionária.

A Proposta é inclusive inconstitucional quando fere o direito de ir e vir das pessoas, o que também contrasta com o que foi anunciado nas reuniões com a comunidade.

A primeira das obras da concessão é um crime ambiental enorme e desnecessário. Estão soterrando dezenas de ninhos da fauna local para construir um estacionamento desnecessário, considerando que a vila do Preá já possui diversos estacionamentos.

A vila de Jericoacoara precisa ter o seu acesso livre. A vila de Jericoacoara é uma área urbana que não pertence ao parque nacional. Este acesso livre foi prometido nos diálogos de construção da proposta do edital.

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